O que parecia ser mais um episódio explosivo do Big Brother Brasil 26 tomou um rumo ainda mais dramático fora das câmeras. O paranaense Pedro Henrique Espíndola, de 22 anos, que deixou o reality no último domingo, em meio a uma das maiores polêmicas da edição, foi internado em uma clínica psiquiátrica no interior do Paraná. As imagens do internamento passaram a circular nesta quinta-feira (22).
A decisão surpreendente partiu da própria família, após relatos de comportamento considerado altamente desorientado e psicótico nas horas que se seguiram à sua saída do confinamento. Testemunhas próximas afirmam que, ao desembarcar em Curitiba, Pedro teria não somente perdido a noção do que havia acontecido no programa, como também confundido fatos e pessoas, chegando a acreditar que estava em outro país e sem reconhecer parentes.
Paranaense apagado do BBB 26 pode ser indiciado criminalmente por importunação sexualMeteórico e turbulento
Pedro ganhou notoriedade logo nos primeiros dias de programa não por alianças estratégicas ou provas impressionantes, mas por um episódio que já repercutia como um problema grave: foi acusado de importunar sexualmente a participante Jordana Morais, após uma tentativa de beijo sem consentimento dentro da casa. A produção, diante da repercussão nas redes e nos bastidores, informou que seu comportamento não seria tolerado — e ele acabou desistindo do jogo em vez de ser oficialmente expulso.
No entanto, o que parecia um fim de jogo conturbado se transformou em um capítulo muito mais sério na vida real.
Novo roteiro
Na tarde de quarta (21), Pedro foi levado de ambulância ao Hospital San Julian, em Piraquara (Região Metropolitana de Curitiba), instituição reconhecida por atender casos psiquiátricos graves e transtornos mentais agudos. Ele foi direcionado à Unidade Bion, setor especializado em cuidar de adultos em crise, sob acompanhamento médico e psicológico intensivo — tudo decidido pela família em caráter de urgência.
Enquanto isso, autoridades seguem acompanhando também o caso de importunação sexual, e especialistas apontam que, mesmo que um surto psicótico seja constatado — hipótese ventilada por familiares — isso não exclui a investigação da conduta do ex-participante, apenas altera possíveis desdobramentos legais dependendo de laudos oficiais.