09/03/2026 | 10:37
Em dia movimentado, corações de soja sobem no Brasil: Confira.
O mercado brasileiro de soja registrou um dia bastante movimentado, com avanço nas cotações e volumes expressivos de negociação. O cenário foi impulsionado principalmente pela forte alta na Bolsa de Chicago, que chegou a testar a faixa de US$ 12,00 por bushel. Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, o mercado esteve firme ao longo do dia, com bons volumes de negócios tanto nos portos quanto no mercado interno. Silveira destaca que a elevação das cotações em Chicago teve peso maior na formação dos preços no Brasil. Outra fonte de sustentação foi o comportamento do petróleo, que influenciou o complexo da soja ao longo da sessão. Preços de soja no Brasil: Passo Fundo (RS): subiu de R$ 126,00 para R$ 127,00; Santa Rosa (RS): subiu de R$ 127,00 para R$ 128,00; Cascavel (PR): subiu de R$ 120,00 para R$ 122,00; Rondonópolis (MT): subiu de R$ 109,00 para R$ 111,00; Dourados (MS): subiu de R$ 111,00 para R$ 112,00; Rio Verde (GO): subiu de R$ 111,00 para R$ 112,00; Paranaguá (PR): subiu de R$ 131,00 para R$ 133,00; Rio Grande (RS): subiu de R$ 132,00 para R$ 133,00. Os contratos futuros da soja fecharam em alta nesta sexta-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago, ampliando os ganhos da semana. A posição maio, a mais negociada, chegou a bater em US$ 12,00 por bushel, o maior patamar desde 2024. O movimento acompanhou a forte valorização do petróleo, que subia cerca de 10% em Nova York, alcançando a faixa de US$ 90,00 por barril. A intensificação do conflito no Oriente Médio levou países como Catar, Kuwait e Iraque a cortar produção ou citar possíveis interrupções nas exportações. O estreito de Ormuz ficou praticamente vazio nas últimas 24 horas, aumentando os riscos para o abastecimento global. A alta do petróleo acaba beneficiando o mercado de grãos por dois caminhos. De um lado, investidores buscam commodities como proteção. De outro, cresce a demanda por matérias-primas utilizadas na produção de biocombustíveis, como soja e milho. A colheita avança no Brasil, ainda que com certo atraso. Cerca de 50% da safra recorde já foi colhida, ampliando a oferta global. Há ceticismo em relação às compras de soja dos Estados Unidos pela China, enquanto o produto brasileiro segue mais competitivo no mercado internacional. Mesmo assim, predominou o impacto da alta do petróleo e das tensões no Oriente Médio, levando a soja a fechar com valorização de 2,6% na semana na posição maio. Os contratos da soja em grão com entrega em maio fecharam com alta de 21,50 centavos de dólar, ou 1,82%, a US$ 12,00 3/4 por bushel. A posição julho encerrou cotada a US$ 12,13 por bushel, com elevação de 20,50 centavos ou 1,71%. Nos subprodutos, o farelo de soja para maio fechou com alta de US$ 7,90, ou 2,55%, a US$ 317,20 por tonelada. Já o óleo de soja com vencimento em maio terminou a sessão a 66,58 centavos de dólar por libra-peso, com ganho de 0,88 centavos ou 1,33%. O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,90%, sendo negociado a R$ 5,2397 para venda e a R$ 5,2377 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,2387 e a máxima de R$ 5,3215.
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Publicado hoje as 07:31