18/06/2026 | 10:23 | RIC
Banco Central reduz Taxa Selic para 14,25%; juros caem 0,25%
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O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) reduziu, nesta quarta-feira (17), a Taxa Selic para 14,25% ao ano. A taxa básica de juros do Brasil caiu 0,25%, sendo a terceira vez consecutiva que o BC altera para baixo os juros no país.

A redução na Selic já havia sido antecipada pelo Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central na última segunda-feira (15), que confirmava a tendência de queda da taxa.

Em março deste ano, o Copom encerrou um período de dois anos sem redução na Selic. Nessa fase, a taxa de juros saltou de 10,75 para 15%.

Desde o início do terceiro mandato presidencial de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o Copom reduziu e aumentou a Taxa Selic sete vezes, respectivamente.

Quando o petista assumiu o governo, o indicador estava em 13,75% e chegou a ficar em 10,5%, entre os meses de maio e setembro de 2024.

Devido aos conflitos no Oriente Médio e seus impactos na inflação, a tendência é que não haja novos cortes na Selic até o final do ano.

O Copom vem indicando, desde as reuniões em março, que poderia ter iniciado cortes maiores na Taxa Selic. No entanto, a guerra no Oriente Médio refletiu negativamente no aumento dos preços dos combustíveis e de alimentos, dificultando a queda da taxa. A taxa de juros é utilizada pelo Banco Central para conter uma alta na inflação.

“No cenário atual, caracterizado por forte aumento da incerteza, o Comitê reafirma serenidade e cautela na condução da política monetária. Sem prejuízo de seu objetivo fundamental de assegurar a estabilidade de preços, essa decisão também implica suavização das flutuações do nível de atividade econômica e fomento do pleno emprego”, disse o Copom em comunicado.

Em relação ao ambiente doméstico, o comitê disse que o conjunto dos indicadores mostra aceleração da atividade econômica no primeiro trimestre do ano, “com setores mais cíclicos voltando a desempenhar papel significativo, e mercado de trabalho ainda com sinais de resiliência.”

Nesse cenário, as expectativas de inflação cheia aceleraram, distanciando-se da meta para a inflação, inclusive superando o limite superior da banda, com projeções de inflação para 2026 e 2027, apuradas pela pesquisa Focus, situando-se em 5,30% e 4,10%, respectivamente.

“Nessas condições, o Comitê avalia que trajetórias alternativas garantindo a convergência da inflação à meta no primeiro trimestre de 2028, o horizonte relevante a partir de sua próxima decisão, são compatíveis com a suavização na variação dos agregados macroeconômicos”, afirmou o Copom.

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